1. A repatriação para a nuvem e os servidores dedicados estão de volta.
Muitas organizações estão repensando a dependência total da nuvem pública. A repatriação da nuvem, ou seja, o retorno das cargas de trabalho para ambientes privados e locais, está se tornando cada vez mais popular. Uma pesquisa de 2024 mostrou que 83% das empresas planejam migrar cargas de trabalho da nuvem pública, com 94% dos líderes de TI já realizando a repatriação. Da mesma forma, um estudo constatou que 86% das organizações ainda utilizam servidores dedicados, com 42% migrando da nuvem pública no último ano devido a preocupações com custos, conformidade e desempenho.
A migração de cargas de trabalho de profissionais de TI da nuvem pública para ambientes dedicados reforça uma estratégia deliberada para recuperar o controle, a personalização e a previsibilidade de custos.
Essa tendência demonstra que, em 2026, uma estratégia híbrida ou local costuma ser a escolha mais prudente, e não apenas a priorização da nuvem.
2. A computação de borda e modular acelera
A ascensão da Internet das Coisas (IoT), do 5G e das exigências de processamento em tempo real continua a impulsionar a alocação de recursos computacionais para a borda da rede. De fato, até 75% dos dados corporativos serão criados e processados na borda até 2025, um aumento expressivo em relação aos 10% registrados em 2018. A infraestrutura hiperconvergente (HCI) e os designs de servidores modulares reforçam ainda mais essa tendência.
A HCI simplifica o gerenciamento ao combinar computação, armazenamento e rede, enquanto os sistemas modulares permitem o dimensionamento flexível e a atualização de componentes individuais.
A modularidade permite a alocação de recursos adaptável, incorporando novas tecnologias como aceleradores e redes mais rápidas.
3. Infraestrutura otimizada e acelerada por IA
As cargas de trabalho de IA estão remodelando a arquitetura de servidores. O negócio de servidores de IA avaliado em US$ 10 bilhões, tem previsão de crescimento de 50% em 2025, à medida que as organizações passam da fase de experimentação para a implementação completa.
A Qualcomm está entrando no mercado de servidores corporativos, investindo em CPUs baseadas em ARM, otimizadas para inferência de IA. Embora a receita seja esperada apenas para o ano fiscal de 2028, essa iniciativa sinaliza uma mudança no cenário arquitetônico. Além do hardware, o gerenciamento de servidores aprimorado por IA está transformando as operações.
Estima-se que isso poderá reduzir os custos operacionais em 30% e o tempo de inatividade em 40% até 2025. Dados corroboram essa estimativa: a manutenção preditiva orientada por IA já reduziu as falhas inesperadas em 30%.
4. Revolução no armazenamento: Unidades de estado sólido de quinta geração (Gen-5) de alta capacidade
O novo SSD PCIe Gen-5 “6600 ION” da Micron redefine os limites do armazenamento, oferecendo agora um modelo de 122 TB e escalando para 245 TB no início de 2026. Sua densidade impressionante — até 4,42 PB por unidade 2U — representa uma melhoria de 67% em relação às gerações anteriores, com economia de energia significativa. Em escala de exabyte, consome 1 watt por 4,9 TB — economia suficiente para abastecer 124 residências nos EUA por dia. Esse salto irá redefinir as cargas de trabalho com uso intensivo de armazenamento em data centers de hiperescala e corporativos.
5. Inovações em Refrigeração e Sustentabilidade
O consumo de energia e água em data centers é uma preocupação séria. A pegada hídrica global dos data centers chega a 560 bilhões de litros anualmente, e uma única instalação de 100 MW pode usar 2 milhões de litros por dia — o equivalente a 6.500 residências. Em resposta, soluções avançadas de resfriamento estão ganhando espaço. O resfriamento líquido — incluindo a imersão bifásica (utilizada pela Microsoft) — oferece controle térmico superior, ao mesmo tempo que reduz o consumo de energia.
A eficiência energética está melhorando: o PUE (Power Usage Effectiveness) médio caiu de 2,0 para 1,5, enquanto a densidade de racks está aumentando de 10U para 42U. Complementando o hardware, as estruturas de data centers verdes enfatizam o design modular, a reutilização do calor residual, o ultrassom e a energia renovável — tornando a sustentabilidade um parâmetro central no projeto de instalações modernas.
6. Infraestrutura Hiperconvergente e Definida por Software
Os servidores estão se tornando mais flexíveis. A infraestrutura hiperconvergente (HCI), que integra computação, armazenamento e rede em um único sistema, está sendo amplamente adotada devido à sua arquitetura simplificada e escalável. Simultaneamente, a infraestrutura composta permite a reconfiguração dinâmica de computação, armazenamento e rede sob demanda. Projeta-se que o mercado de infraestrutura composta crescerá de US$ 4,82 bilhões em 2022 para US$ 23,36 bilhões em 2030. Servidores e data centers definidos por software — gerenciados por meio de abstração de software — são essenciais para implantações remotas, de borda ou híbridas.
7. Otimização, Segurança e Arquitetura Híbrida
Pressões sobre custos, desempenho e segurança estão impulsionando estratégias mais inteligentes para nuvem e servidores. Em 2025, 72% dos líderes de TI priorizaram a otimização da nuvem, reconhecendo que configurações genéricas de nuvem não são mais suficientes — especialmente para cargas de trabalho de HPC ou IA. A segurança ganha cada vez mais destaque. Os ataques de ransomware aumentaram 150% em 2023, enquanto recursos de hardware como TPM ou inicialização segura estão presentes em 85% dos servidores modernos. Configurações híbridas e multicloud — que combinam componentes locais, de nuvem privada e pública — estão se tornando o padrão para equilibrar agilidade, controle e custo.
